Dezanove robôs humanoides Unitree participaram na cerimónia de abertura do WorldSkills Shanghai 2026, a 22 de setembro. Segundo a Unitree, a performance, realizada ao lado de 120 dançarinos, é a maior do mundo a apresentar robôs humanoides generalistas de tamanho real, perante mais de 10.000 espectadores.
O espetáculo incluiu também um conjunto de robôs totalmente controlado por uma inteligência artificial autónoma, transmitido em direto e em tempo real para todo o mundo. Estes humanoides, robôs com silhueta humana, estão entre as demonstrações mais visíveis da seleção semanal Video Friday do IEEE Spectrum.
Drones, braços e mãos robóticas
A Universal Robots revelou a g-Series, apresentada como a evolução da gama UR Series. Liga-se mais diretamente a câmaras, a efetuadores de extremidade de braço (EOAT), ou seja, as ferramentas fixadas na extremidade do braço robótico, cuja potência é mais elevada, bem como a sistemas de comando. Ao eliminar cablagens e hardware externos, a empresa afirma que permite uma implementação mais limpa e rápida de automações avançadas.
A Skydio apresentou o F10, um drone de asa fixa que recorre a um braço robótico para descolar e aterrar de forma autónoma. Os comentários que acompanham o vídeo sugerem, no entanto, que este foi acelerado, sendo que a frequência da luz intermitente do drone indica que a fase de captura, e provavelmente a de descolagem, foram abreviadas.
O Robotics and Perception Group da Universidade de Zurique (UZH) explora outra via para o treino de drones. De acordo com os seus trabalhos, bastaria indicar a um aparelho se se aprecia a sua forma de voar para lhe ensinar a realizar acrobacias. A Unitree, por seu lado, propõe uma mão direita biomimética de precisão, anunciada a partir de 6.500 dólares americanos (US $6,500).
Na Boston Dynamics, a engenheira mecânica Diane Heinle responde a perguntas sobre os testes de resistência do robô Stretch. Explica como a sua equipa simula, em laboratório e num curto espaço de tempo, anos de desgaste nas peças dos robôs, e por que razão estes são dotados de cabeças de pássaro.
Por fim, o projeto ULOHA aplica a aprendizagem por demonstração a dois braços robóticos que operam debaixo de água. Os investigadores desenvolveram um hardware e um software do tipo líder-seguidor, ou seja, um braço de comando e um braço que o reproduz, estendendo o LeRobot para combinar teleoperação, recolha de demonstrações e manipulação autónoma. Estudam também a influência das bolhas e do momento de execução das ações nos comportamentos aprendidos.





